O Clamor dos Ex-presidentes pela Despolitização do CFM
No atual contexto de eleições do Conselho Federal de Medicina (CFM), uma discussão crucial veio à tona: a despolitização da entidade. Ex-presidentes do conselho têm se manifestado com veemência sobre a importância de manter o CFM distante das influências políticas. Segundo eles, é imperativo que as decisões tomadas pela entidade tenham como único norteador o bem-estar dos profissionais de saúde e da população brasileira.
Essa preocupação não é infundada. Nos últimos anos, a politização das entidades reguladoras de saúde tem sido um tema recorrente. Ex-presidentes do CFM apontam que a neutralidade política é essencial para que a entidade possa atuar com imparcialidade, sempre baseada em critérios técnicos e éticos. Somente dessa forma é possível garantir a credibilidade do conselho e, consequentemente, a confiança da classe médica e da sociedade.
Eles argumentam que a interferência política pode comprometer a execução de políticas de saúde eficazes, além de abrir espaço para decisões que não atendem aos anseios da comunidade médica. A imparcialidade do CFM é vista como uma baliza para a defesa de boas práticas médicas, educação continuada dos profissionais e, principalmente, a garantia de um atendimento seguro e de qualidade aos pacientes.
Manutenção da Imparcialidade nas Ações e Decisões
Em suas manifestações, os ex-presidentes enfatizam que a politização do CFM não só enfraquece a entidade, como também coloca em risco a qualidade do atendimento em saúde no Brasil. A preocupação é que decisões tomadas sob influência política possam ter uma base que não se alinha necessariamente com os melhores interesses dos pacientes ou com as evidências científicas mais recentes.
Nesse sentido, ex-presidentes alegam que o principal papel do CFM deve ser o de salvaguardar a ética médica e oferecer diretrizes baseadas em conhecimento técnico-científico. Desviar desse caminho, afirmam, pode enfraquecer a confiança que os médicos e a população depositam na entidade. Por isso, o período eleitoral é visto como um momento crucial para reafirmar o compromisso do CFM com a imparcialidade e a profissionalidade.
É ressaltado que o processo eleitoral deve ser transparente e limpo, sem que haja qualquer tipo de interferência ou pressão externa. As eleições do CFM devem ser um exemplo de democracia e ética, onde os candidatos sejam escolhidos com base em suas competências e compromisso com a classe médica e a saúde pública.
Integridade e Compromisso com a Saúde Pública
Os ex-presidentes destacam ainda que a integridade do CFM deve ser inquestionável. A politização da entidade pode criar divisões internas e um ambiente de trabalho tóxico, onde decisões são tomadas com base em interesses alheios à função primária do conselho. Este quadro pode desencorajar profissionais comprometidos e capacitados a se engajarem nas discussões e na formulação de políticas dentro do CFM.
O foco, segundo eles, deve ser sempre o avanço da prática médica e a melhoria contínua do atendimento à saúde. Isso passa pela atualização constante das diretrizes e protocolos médicos, apoio à formação continuada dos profissionais e investimentos em pesquisa e inovação. Desviações por motivos políticos só servem para atrapalhar esse progresso e, em última instância, prejudicam os pacientes.
Os ex-presidentes também chamam a atenção para a necessidade de uma atuação conjunta e harmônica com outros órgãos de saúde e entidades médicas. A independência do CFM é um componente-chave para que essa colaboração seja produtiva e beneficie toda a rede de assistência em saúde.
O Contexto Atual e as Eleições do CFM
À medida que o CFM avança para mais um período eleitoral, o clamor pela despolitização ecoa com força. Os ex-presidentes têm se reunido e emitido declarações conjuntas para reforçar essa mensagem, considerando o atual cenário político-social do país e as pressões externas que podem influenciar a entidade.
As eleições são vistas como um momento decisivo não apenas para escolher os novos gestores, mas também para reafirmar os valores e princípios que norteiam o CFM. A esperança é de que a próxima gestão assuma com um compromisso inabalável de continuar defendendo a ética e a medicina baseada em evidências, sem se deixar influenciar por agendas políticas que não coadunam com os melhores interesses da saúde pública.
O clima é de cautela, mas também de esperança. A missão progressista defendida pelos ex-presidentes é clara: um CFM despolitizado, comprometido com a medicina de excelência e com a saúde dos brasileiros. Eles acreditam que, com uma direção alinhada a esses princípios, o conselho pode não só manter sua credibilidade, mas também se fortalecer como um pilar essencial do sistema de saúde nacional.
Conclusão: Um Chamado à Ação
Como concluem os ex-presidentes, a responsabilidade não é apenas da atual administração do CFM, mas de todos os médicos e profissionais de saúde. A participação ativa nas eleições e no dia a dia do conselho é vista como fundamental para garantir que a entidade continue cumprindo seu papel de forma ética e eficiente. Esse engajamento é primordial para criar um ambiente propício à prática médica de qualidade, sempre com foco no paciente e na evolução contínua da medicina. Em um momento de tantas mudanças e desafios, o apelo dos ex-presidentes é um lembrete importante da necessidade de unir forças em prol de um objetivo comum: a saúde e bem-estar de todos os brasileiros.
A defesa pela despolitização do CFM, portanto, não é apenas uma questão administrativa. É uma questão de preservar a integridade da prática médica e de assegurar que as decisões sejam tomadas com base no melhor interesse da população. Em tempos de incertezas e mudanças, essa postura se torna ainda mais relevante, reforçando a necessidade de um CFM forte, independente e verdadeiramente comprometido com a saúde pública.
Avaliações
já vi médico votando em bloco pra candidato que prometeu aumentar salário, e isso é 'técnico'?
a gente vive num país onde até o conselho de farmácia vira campo de batalha eleitoral.
despolitização? só se for na teoria. na prática, todo mundo tem lado.
TÁ TUDO POLÍTICO, INCLUSIVE A SAÚDE!
SE VOCÊ NÃO É DE ESQUERDA, NÃO TEM VAGA!
SE NÃO É DE DIREITA, NÃO VAI SER PROMOVIDO!
E AGORA VEM FALAR DE "ÉTICA"?
O CFM É O ÚLTIMO REFÚGIO DE BURGUES QUE NÃO QUEREM ENCARAR A REALIDADE!
🤬💔😭
SE O CFM NÃO TIVER GENTE QUE ENTENDE QUE SAÚDE É DIREITO, NÃO É NEGÓCIO, A GENTE VAI CONTINUAR MORRENDO NAS FILAS!
ESSA HISTÓRIA DE "IMPARCIALIDADE" É SÓ PRA MANTER O STATUS QUO DOS QUE JÁ TÊM TUDO!
NÃO É TÉCNICO NEM CIENTÍFICO, É PRIVILÉGIO!
🇧🇷✊ #CFMNAOMESMO
A saúde pública não é neutra, porque as pessoas não são neutras.
Talvez o caminho não seja despolitizar, mas politizar de forma ética, com transparência e diversidade.
Médicos de todas as regiões, classes e ideologias precisam estar na mesa.
O CFM pode ser um exemplo de como a democracia funcional funciona na saúde.
Não é sobre evitar política, é sobre fazer política com responsabilidade.
A gente pode sim ter integridade e ainda assim ser representativo.
Quando decisões clínicas são moldadas por interesses eleitorais, o paciente vira moeda de troca.
A medicina baseada em evidências não negocia com ideologias.
Um protocolo de tratamento de hipertensão não pode mudar porque o candidato X prometeu mais verba para o Sul.
A ciência não tem partido.
A ética médica não se alinha com partidos, se alinha com o princípio da non-maleficência.
Se o CFM se transformar num comitê eleitoral, perde sua legitimidade.
E sem legitimidade, não há autoridade.
Sem autoridade, não há segurança para o médico nem para o paciente.
Isso não é discurso de elite - é lógica pura.
O que está em jogo não é poder, é vida.
os que falam de "ética" são os mesmos que moram em sp e rj e nem sabem o que é atender em posto de saúde sem luz!
a politica não é o problema, é a falta de representação!
não adianta falar de imparcialidade se o conselho é só de quem tem dinheiro pra viajar pra brasília!
A despolitização soa nobre, mas na prática, é uma forma elegante de manter o poder nas mãos de quem já o tem.
Quem tem voz no CFM? Médicos de grandes centros, com pós-graduações caras, que não precisam lutar por equipamentos básicos.
A neutralidade, nesse caso, é uma cortina de fumaça.
E não, não é só sobre representação - é sobre justiça.