Um gol aos 46 minutos do segundo tempo mudou o rumo da temporada do Santos. Na Vila Belmiro, em Santos, o time da Baixada Santista venceu o Palmeiras por 1 a 0, em duelo atrasado da 13ª rodada do Brasileirão, realizado no sábado, 15 de novembro de 2025, às 19h24 (UTC-3). O autor do gol? O argentino Benjamín Rollheiser, que, em um lance de pura inteligência, desequilibrou a defesa alviverde e colocou o Peixe fora da zona de rebaixamento. A vitória, inédita na Vila contra o Palmeiras desde 2024, não foi apenas um ponto — foi um sopro de vida.
Um time que não podia perder — e que não perdeu
Antes da partida, o Santos estava na 17ª posição, com 33 pontos em 32 jogos: oito vitórias, nove empates e quinze derrotas. Um saldo negativo de 15 gols. Cinco jogos sem vencer. Apenas dois pontos conquistados em 15 possíveis. O clima era de desespero. Os torcedores sabiam: perder era sinônimo de rebaixamento quase certo. Já o Palmeiras, vice-líder com 68 pontos, buscava a vitória para retomar a liderança — o Flamengo havia vencido o Sport no mesmo dia, pulando para o topo da tabela. Ninguém queria perder. Mas só um poderia sair vivo.A pressão e os momentos decisivos
A primeira etapa foi um jogo de contenção. O Santos, comandado pelo técnico argentino Juan Pablo Voivoda, entrou com um time mais experiente, tentando segurar o Palmeiras. O time de Abel Ferreira, por sua vez, dominou a posse, mas sem perigo real. Aos 20 minutos, Igor passou para Álvaro Barreal, que enfrentou Carlos Miguel em um contra-ataque — o goleiro alviverde fez uma defesa heróica. Logo depois, Guilherme chutou forte, mas a bola desviou e saiu pela linha lateral. Neymar da Silva Santos Júnior quase abriu o placar: tabelou, invadiu a área, chutou e foi impedido pelo lateral Jefté. Um escanteio seguido, desviado por Zé Rafael, quase entrou — só o lateral Khellven, em cima da linha, impediu o gol. No segundo tempo, o Palmeiras veio com mais fome. Luighi, o jovem atacante de 20 anos, teve chance clara logo aos 47 segundos: recebeu na área, mas finalizou sem precisão. Minutos depois, Raphael Veiga abriu para ele novamente — chute forte, e o goleiro Brazão, do Santos, fez mais uma defesa digna de filme. O time alviverde parecia dominar, mas faltava agressividade. Como disse Abel Ferreira após uma derrota anterior: “Faltou ir para o um contra um. Tocamos para trás e para o lado. Foi o que faltou na primeira parte.”O milagre chamado Rollheiser
Faltavam quatro minutos para o fim. O Santos defendia. O Palmeiras pressionava. E então, no último suspiro da etapa, aconteceu. Um lançamento de Rafael Santos para Rollheiser, que, com um toque sutil, cortou a marcação do zagueiro e, antes que o goleiro pudesse reagir, finalizou com precisão. O estádio explodiu. Os torcedores gritavam como se estivessem em uma final. O árbitro Wagner Reway, de Santa Catarina, confirmou o gol após consulta ao VAR. O placar: 1 a 0. O Santos, pela primeira vez desde 2024, vencia o Palmeiras na Vila Belmiro. A última vitória em casa contra o rival havia sido em 2019 — mais de uma década sem conquistas nacionais contra o time de São Paulo.
Consequências e o que vem por aí
Com os três pontos, o Santos subiu para a 16ª posição, com 36 pontos, tirando o Vitória da zona de rebaixamento. O time baiano, que perdeu para o Ceará no mesmo dia, caiu para a 17ª colocação. A vitória não garantiu a salvação — ainda há cinco jogos pela frente — mas deu fôlego. “Este jogo quebrou uma sequência indigesta”, disse a Jovem Pan Esportes. “Ganhar de um rival que não se tem o hábito de vencer, e ganhar forças enormes para tentar sair dessa situação periclitante.” O Palmeiras, por sua vez, acumula sua terceira derrota consecutiva. Após perder para o Mirassol (2-1) e agora para o Santos, o time de Abel Ferreira perdeu o ritmo da liderança. O Flamengo, agora com 71 pontos, abre vantagem. A pressão aumenta. E a pergunta que ecoa nos bastidores: será que o Palmeiras ainda consegue manter o título?O que o futuro reserva
O Santos ainda enfrenta Mirassol, Juventude, Internacional, Esport e um adversário ainda não definido. Cada ponto será vital. Já o Palmeiras terá que vencer os próximos jogos para manter a esperança de título. A torcida do Santos, que chegou a dizer na transmissão da Energia 97: “Mano, então tô preocupado, mas eu acho que é 2 a 0 hoje pro Santão. 2 a 0 e vamos sair dessa, se Deus quiser”, agora respira. Mas não confia. Ainda não.
Detalhes técnicos e arbitragem
A partida foi apitada por Wagner Reway (SC), com quarto árbitro Fabiano Monteiro dos Santos (SP) e VAR também por Reway. O inspetor Kleber Lucio Gil (SC) e o assessor Márcio Luiz Augusto (SP) completaram a equipe da CBF. Nenhum cartão vermelho. Apenas cinco amarelos — quatro para o Palmeiras, um para o Santos. O público: 21.847 pessoas, entre gritos, lágrimas e esperança.Frequently Asked Questions
Como o gol de Rollheiser impactou a situação do Santos no Brasileirão?
O gol de Benjamín Rollheiser elevou o Santos de 33 para 36 pontos, saindo da 17ª para a 16ª posição e tirando o time da zona de rebaixamento (Z4). O Vitória, que tinha 35 pontos, caiu para o 17º lugar após perder para o Ceará no mesmo dia. Com cinco jogos restantes, o Santos ainda precisa de pelo menos 10 pontos para garantir a permanência, mas a vitória sobre o Palmeiras deu moral e credibilidade ao time.
Por que esta vitória é tão histórica para o Santos contra o Palmeiras?
É a primeira vitória do Santos sobre o Palmeiras na Vila Belmiro desde 2024, e apenas a segunda nos últimos cinco anos. Antes disso, a última vitória em casa contra o rival havia sido em 2019 — um período de mais de uma década sem triunfos em confrontos nacionais. Isso reflete a desigualdade de desempenho entre os dois times nos últimos anos, tornando o resultado ainda mais simbólico.
Qual foi o papel do técnico Juan Pablo Voivoda na partida?
Voivoda optou por um esquema defensivo na primeira etapa, priorizando a organização e a contenção. Na segunda metade, introduziu jovens como Robinho Júnior para aumentar a velocidade e a pressão. A escolha de manter o time compacto e esperar o erro do adversário foi decisiva. O gol saiu de um contra-ataque bem planejado — o que mostra a eficácia do seu trabalho tático sob pressão.
O que Abel Ferreira disse sobre a derrota e a atuação do Palmeiras?
Abel Ferreira criticou a falta de agressividade e a passividade na primeira etapa, dizendo que o time “tocou para trás e para o lado” em vez de buscar o um contra um. Ele destacou que jogadores jovens como Allan demonstram o espírito necessário, mas o time não o seguiu. A derrota em casa, após perder também para o Mirassol, revela uma crise de confiança e intensidade que pode afetar a disputa pelo título.
O Santos ainda tem chance real de se manter na Série A?
Sim, mas ainda é incerto. Com 36 pontos, o Santos precisa de pelo menos 10 pontos nos cinco jogos restantes para ter uma margem segura. Os adversários são modestos, mas o time ainda tem defesa instável e pouca eficiência ofensiva. Se vencer três e empatar dois, a chance é alta. Mas qualquer tropeço pode voltar a colocá-lo na zona de rebaixamento. A vitória contra o Palmeiras foi o primeiro passo — agora vem a prova de fogo.
O que a vitória do Santos significa para a torcida e a imagem do clube?
Para os torcedores, foi mais do que um ponto: foi uma redenção. O Santos vive um dos piores momentos da sua história recente, com crise financeira, saída de jogadores e desconfiança generalizada. Vencer o Palmeiras, em casa, com um gol no fim, reviveu a memória dos tempos de glória. A imagem do clube, que estava em queda livre, ganhou um alento emocional — e talvez, um novo começo.
Avaliações
Rollheiser fez um gol de pura inteligência tática: cortou a marcação como um alfinete, sem desperdiçar um centímetro de espaço. O passe de Rafael Santos foi perfeito, a finalização foi técnica, e o VAR confirmou corretamente. Nenhum erro de arbitragem, nenhum controvérsia - apenas futebol de alto nível. Parabéns ao Santos por não desistir.
Palmeiras? Faltou agressividade, falta de urgência, e um centroavante que não aparece. Abel Ferreira precisa reavaliar o esquema antes do próximo jogo.
Isso aqui não foi sorte. Foi mérito.
36 pontos. Ainda longe da salvação, mas o caminho está aberto.
E sim, isso é histórico. A última vitória em casa contra o Palmeiras foi em 2019. Dezesseis anos de frustração quebrados em 46 minutos e 12 segundos.
Que gol.
Que noite.
Que time.
Que torcida.
Que Santos.
Que vida.
Que futebol.
Essa vitória transcende o futebol. É uma metáfora existencial: o indivíduo que está à beira do abismo, mas escolhe, no último suspiro, não cair. Rollheiser não foi apenas um jogador - foi um símbolo da resistência. O Palmeiras, por outro lado, encarna a burocracia do poder: domina, controla, mas não transforma. E quando o tempo escorre, o sistema se desintegra por sua própria rigidez.
Isso aqui não é um jogo de futebol. É uma lição de ontologia do esporte.
O Santos não venceu por acaso. Venceu porque, em um mundo de mediocridade, alguém ainda acredita que o momento decisivo pode ser criado - não apenas esperado.
E a torcida? A torcida é o coletivo que não desiste da utopia. Mesmo quando o mundo diz que é impossível.
Isso é poesia. Com chute e golaço.
Uma vitória assim? É isso que o Santos precisava. Um gol no fim. Um jogador que não era titular. Um técnico que não foi elogiado antes. E uma torcida que continuou acreditar - mesmo quando ninguém mais acreditava.
Parabéns, Rollheiser. Parabéns, Brazão. Parabéns, Voivoda.
Isso aqui é o que o futebol brasileiro precisa: coragem, não sorte.
Quem disse que o Santos não tem mais coração?
Veio o gol. E veio com tudo.
Um, dois, três... cinco amarelos, mas nenhum vermelho. Isso é disciplina.
E o público? 21 mil pessoas. Chorando. Gritando. Acreditando.
Isso aqui é mais que um ponto. É um sopro. Um sopro de vida.
Se continuar assim, o Santos pode voltar. E não só voltar - mas brilhar.
mano, eu tava no trabalho e quando vi o gol eu soltei um grito tão alto que a chefe veio ver se eu tava bem…
de verdade, eu acho que esse time ainda tem esperança…
mesmo que a gente não confie, a gente ainda ama.
o rollheiser é um herói sem capa.
quem disse que o santos ta morto? ele ta só dormindo… e agora acordou.
eu to com fé. mesmo que seja uma fé fraca.
mas é fé.
Outra vitória contra o Palmeiras? Só porque o time deles tá em crise. Se o Palmeiras tivesse o time de 2023, isso aqui era 3 a 0 e a torcida do Santos tava chorando no banheiro.
Essa vitória não vale nada. É só um pingo de água no oceano da merda que o Santos tá.
Parabéns, vocês venceram o time que perdeu pro Mirassol. Que glória.
Quando for vencer o Flamengo, aí eu falo ‘parabéns’.
Legal ver o Santos respirando. Ainda é cedo pra comemorar, mas é bom ter algo positivo depois de tanto tempo.
Rollheiser parece um jogador que se encaixa bem no time. Acho que ele pode ser uma peça-chave.
E o público… 21 mil pessoas, mesmo com tudo que o clube passou? Isso é amor mesmo.
Espero que isso seja o começo de algo maior.
Rollheiser fez o gol, mas o VAR fez a cena mais cinematográfica da temporada. 😎
Palmeiras: “Ah, mas nós dominamos!”
Eu: “Sim, dominou… como um gato que olha o peixe e não pega.” 🐱🐟
Abel Ferreira tá com cara de quem perdeu a senha do WhatsApp da equipe.
Santos? Ainda é cedo pra falar em título, mas já tá na hora de comprar ingresso pra final da Libertadores. 🙃
Se isso não for o começo de uma nova era… então o futebol é uma farsa. E eu não tô pronto pra isso.
É curioso como o futebol moderno, em sua essência, ainda se baseia em gestos primitivos: um lance, um gol, uma emoção coletiva. Mas será que essa vitória é realmente significativa? Ou apenas uma ilusão de progresso, sustentada por um contexto de crise alheia?
É fácil celebrar quando o adversário está em queda livre. Mas e se o Palmeiras estivesse em sua forma plena? O Santos ainda teria a mesma coragem?
Essa vitória é um espelho - e o reflexo é, infelizmente, distorcido.
Essa vitória foi um absurdo. Um gol nos acréscimos contra o Palmeiras? Isso é um milagre. E vocês estão celebrando como se isso fosse normal? O Santos está na 16ª posição, com 36 pontos, e vocês acham que isso é “salvação”? Isso é um sopro de ar em um paciente em coma.
Rollheiser é bom, mas não é Messi. Voivoda é um técnico de segunda divisão. E a torcida? A torcida está desesperada, não emocionada.
Se isso for o melhor que o Santos pode fazer… então o clube está morto. E vocês estão apenas fingindo que não perceberam.
Eu chorei. Sério. Chorei como se fosse o fim do mundo… e o começo de tudo.
Quando o gol entrou, eu tive uma lembrança da minha avó me levando pra Vila Belmiro em 2002. Ela gritava, eu gritava, e o estádio inteiro parecia um só coração.
Hoje, o mesmo coração bateu de novo.
Rollheiser… eu não sabia quem era você. Mas agora? Você é parte da minha história.
Eu não sei se vamos nos salvar. Mas eu sei que ainda acredito.
E isso… isso já é tudo.
BRASIL É O PAÍS DO MILAGRE! 🇧🇷🔥
Rollheiser é o novo herói nacional! O argentino que deu um soco no Palmeiras e no ego dos paulistas!
Abel Ferreira é um farsante, o Palmeiras é um time de cartola, e o Santos? O Santos é o verdadeiro coração do futebol brasileiro!
Se o Flamengo tiver que enfrentar o Santos na Libertadores, vai ser uma batalha! Vamos derrubar os tiranos do futebol!
SE O SANTOS SALVAR, VAMOS FAZER UMA FESTA NA PRAÇA DA SÉ COM CHURRASCO E BANDEIRA DO SANTOS!
QUEM NÃO APOIA ISSO É TRAIDOR DO BRASIL! 💪⚽
Interessante como a pressão externa molda o desempenho. O Palmeiras, com o peso da liderança, pareceu inseguro. O Santos, sem nada a perder, jogou com liberdade.
Isso me lembra estudos de psicologia do esporte: quando a equipe não tem mais nada a perder, ela frequentemente supera expectativas.
Rollheiser foi o catalisador, mas o sistema que permitiu esse momento - o esquema defensivo, a contenção, a paciência - foi o que realmente venceu.
É um caso de estudo fascinante.
Eu tô tão feliz que nem acredito! 😭
Esse time tá lutando, e isso já é um milagre.
Rollheiser tá com a camisa 10 da esperança agora.
Se a gente vencer os próximos jogos, eu vou fazer um bolo com a bandeira do Santos.
Eu acredito. Ainda que ninguém mais acredite.
Eu acredito.
Ué, mas o Santos tá na 16ª… e o Palmeiras perdeu pro Mirassol… então a gente comemora porque o adversário é pior? Que grande feito.
Se o Santos vencer o Ceará, aí eu dou um tapa no ombro e digo ‘parabéns’. Por enquanto, é só um alívio. Nada mais.
Rollheiser? Legal. Mas não é o novo Neymar. Nem perto.
Continuem jogando. Mas não se iludam.
Apesar da vitória, a situação ainda é crítica. A defesa permanece vulnerável, e a eficiência ofensiva é insuficiente para sustentar uma campanha de salvação. Ainda assim, o fator psicológico foi alterado positivamente. A conquista de pontos contra um rival direto, mesmo em contexto adverso, pode ser um divisor de águas.
É necessário manter a disciplina tática, a coesão emocional e a consistência nos próximos cinco jogos. O time não pode mais permitir lapsos.
Esta vitória é um ponto de partida - não um destino.
Essa vitória é mais do que um ponto na tabela. É um ato de resistência cultural. O Santos, mesmo em crise, ainda é capaz de gerar emoção, memória, identidade. O Palmeiras representa o poder institucionalizado. O Santos representa o povo que luta, mesmo sem recursos.
Isso aqui é o futebol como ele deveria ser: não um negócio, mas um grito.
Rollheiser não é um jogador. É um símbolo daqueles que não se rendem.
Parabéns, Santos. Você ainda é o Santos.
E isso, mais do que qualquer título, é o que importa.